segunda-feira, 20 de maio de 2013

Just say that you love me: Capítulo VII

   Segui-o até à banheira e meti-me lá dentro com ele.
   - És o meu primeiro namorado. Só para saberes. - disse-me ele.
   Fiquei do tipo: what the f*ck? Só podes estar a gozar...
   - E tu o meu...
   Silêncio constrangedor.
   - Vem cá para ao pé de mim - e puxa-me para ele com força.
   Beija-me e mete a água a escorrer. Agarra-me pelas ancas com força, metendo as nossas zonas genitais em contacto. Eu, como já estava pouco teso, ainda fiquei mais. Beija-me e, ao aperceber-se de que já estava excitado, sorri.
   Afasta-se vai buscar o gel de banho. Mete um pouco na mão e joga-a ao meu peito. De seguida, joga a outra e começa a espalhar aquilo pelo meu peito. Chega aos ombros e agarra-mos com força. Olho-o nos olhos e ele desvia-me o olhar. Ele começa a chorar. Eu sei que o chuveiro estava por cima de nós, mas... Aproximei-o de mim e abracei-o com força e com muito sentimento, se é que me faço entender.
   - Vai correr tudo bem. Vais conseguir superar isto. Vou fazer de tudo para que isso aconteça.
   Ele abraça-me com ainda mais força e crava as unhas em mim. A minha tesão estava a passar. Que alivio...
   Tirei o gel de banho de cima de nós e dei-lhe uma toalha para ele se secar. Tirei outra para mim e fui ter com ele, que estava sentado na sanita, com a cabeça entre as mãos.
   - Tu não me mereces. És um príncipe e eu sou um verme. Não sei se será boa ideia continuarmos a andar.
   Fiquei estupefacto. COMO É QUE ELE PODIA ESTAR A DIZER AQUILO?
   Eu, o príncipe. Ele, o verme. Algo estava mal.
   - Como é que podes dizer isso. És uma das melhores pessoas que eu conheço e dizes que és um verme e eu um príncipe? Se eu achasse isso, primeiro nem por cá andava. E segundo nem sequer me metia contigo, e, muito menos andava contigo. Não te viria ajudar e provavelmente a esta altura ou estavas morto ou então estavas enfiado num hospital em estado crítico.

domingo, 21 de abril de 2013

Just say that you love me: Capítulo VI

   Tipo, fiquei sem palavras. Eu, Joachim Zorn estava a namorar com o lindo e querido e fofo do Kevin Smith. Sou o rapaz mais sortudo deste mundo.
   Cheguei-me ao pé dele e beijei-o. Uma e outra vez. Enfiei a língua pela boca dentro e ele retribuiu. Deus, que coisa tão boa.
   - Joachim?
   - Diz amor.
   - Tomas banho comigo? Tipo, nós os dois? Juntos? Nus, um em frente ao outro? Eu a tocar no teu corpo e tu no meu...
   Despi a minha t-shirt e descalcei-me. Ele ficou a olhar para mim espantado.
   - Estou a fazer alguma coisa de errado?
   Ele sorri e mete a água a escorrer para ir aquecendo.
   Dispo as calças e quando dou por mim já o Kevin estava todo nu. Só me deu uma vontadezinha mínima de me jogar para cima dele. Imaginem só, era tão pequena, que o membro do meio começou a crescer... Já sabia que aquilo não ia dar bom resultado dentro dos boxers, por isso tirei-os logo... Além disso, ele ia reparar na mesma...
   Ele vira-se para mim e sorri. Juro que me derreto todo quando o vejo a sorrir. É que ele tem o sorriso mais bonito do mundo...
   Ele vem ter comigo, lentamente e de forma bastante sedutora. Fica a uns dez centímetros de mim. Segura-me no pau, fazendo-me gemer e arrepiar todo.
   - A água já deve de estar boa. Vem para a banheira...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Just say that you love me: Capítulo V

    O que aconteceu foi... Agradavelmente estranho.
    - Joachim...
   - Diz... - disse eu, envergonhado. Damn...
   - Isto pode soar estranho, mas... Eu amo-te. Muito... - sorriu, envergonhado. Baixou o olhar.
   Sorri, também. Para ser sincero, também o amo. Yeah!
   - Também te amo.
   Silêncio vazio.
   Cheguei-me ao pé dele e beijei-o. Enquanto o beijava, dei-lhe um ligeiro (chamem-lhe ligeiro) apalpão no rabo. Ele sorriu. Yeah!
   - Kevin...
   - Diz, Joachim...
   - Queres... - comecei eu super envergonhado - Bem tu sabes...
   Acho que ele percebeu e começou a rir ao de leve. Como és perfeito...
   - Sei o quê? - disse ele aproximando-se de mim, sorrindo
   - Queres, bem, queres ser meu namorado? - fogo, é difícil pedir alguém em namoro.
   - Quero pois... - disse ele sorrindo. De seguida, apoderou-se de mim, beijando-me ardentemente. Yeah!
 

domingo, 31 de março de 2013

Just say that you love me: Capítulo IV

   - O que se passou? - perguntei eu. A Catarina encolheu os ombros e o Ryan baixou o olhar, como algo arrependido.
   Achei por bem (não me perguntem porquê) ir ver se o Kevin estava bem.
   Andei à procura dele pela nossa (pequena) casa. Faltava-me a casa-de-banho. Só podia estar ali. Bati à porta. Nada. Bati outra vez. Silêncio.
   - Kevin, posso entrar? - e encostei a orelha à porta. Ouvi leves soluços. Mas nada.
   OK, eu sei que é uma falta de privacidade e esse tipo de coisas entrar na casa-de-banho sem a eventual autorização mas pareceu-me o mais acertado a fazer.
    Quando entrei, juro que fiquei enjoado e só me apeteceu sair dali o mais rapidamente possível. Mas a sorte é que tenho uma fantástica capacidade de me manter frio neste tipo de situações. Fechei rapidamente a porta.
    Ali estava ele. Sentado no meio do chão. Com a face cheia de lágrimas. Com um ar pesado, deprimido, um quê de ameaçador. Sangue aos seus pés... Uma lâmina (não me perguntem do quê, nem da onde) numa mão e a outra escorrendo sangue. O braço esquerdo completamente cortado.
   A primeira coisa que eu fiz foi pensar: FUCK THE CLOTHES! De seguida, sentei-me ao lado dele e abracei-o. Ficámos assim um belo quarto de hora. Ele a chorar compulsivamente, e, eu, não conseguindo conter-me, também chorei com ele. Depois lembrei-me de que ele estava a perder muito sangue e tentei 'acalmar' o derrame de sangue. Quando acabei, com a manga da camisa, limpei todas as lágrimas do seu rosto. Sentei-me com as pernas dele entre as minhas e abracei-o. De seguida dei-lhe um beijinho na testa.
   - Não preciso que me contes o que se passe, nem te vou obrigar a tal. Mas nunca mais te quero a fazer isso... Qualquer coisa que aconteça podes vir falar comigo. Sobre tudo. Estás à vontade. Ouviste? Nunca, mas nunca mais me faças isso...
   Respirou fundo. Tirei-me de cima dele e sentei-me na sua frente. Fizemos silêncio durante uns cinco minutos...
   - Eu sou... - hesitou durante tempos - homossexual, como tu. Os meus pais 'aceitaram', mas não estão muito felizes com isso. O meu irmão... Goza comigo, como se isso fosse algum motivo de brincadeira ou algo do género... Estou tão farto... É como se ninguém quisesse saber de mim, ou apoiasse, ou amasse... Estou sozinho e abandonado no mundo... Sou uma desilusão... - e baixa o olhar.
   - E achas que a minha vida é muito diferente? Os meus pais basicamente expulsaram-me de casa. O meu irmão mais velho não quer saber de mim e a minha irmã mais nova pode morrer de leucemia daqui a 5 minutos. Achas que também é fácil?
   Ficámos os dois calados durante muito tempo. O Ryan e a Catarina tinham-se ido embora. No problem with that.
   - Desculpa pelo que te vou fazer Joachim, mas não consigo evitar...
   Aproxima-se de mim e beija-me. Não estava nada à espera, mas inconscientemente, sorri.
   - Oh my fucking God, kiss me again... - disse eu, desesperado por algum tipo de desejo.
   Beijamo-nos. Uma e outra vez. Ele sorriu. Eu também...

sábado, 30 de março de 2013

Just say that you love me: Capítulo III

   Estou tão feliz!
   Fui admitido em Madrid e já por cá estou. Cheguei agora e já estou a adorar. Os rapazes são cada um mais bonito que ao outro!
   Andei um pouco perdido por aqui e finalmente encontrei a casa que aluguei. Vou partilhá-la com mais pessoas, que desconheço. Até agora. Só espero que não me julguem por ser homossexual.
    Toquei à campainha e abriu-me a porta uma rapariga baixinha.
   - Olá! És o Joachim?
   - Olá... Sim...
   Ela sorriu.
   - Entra. Foste o último a chegar.
   Fiquei com medo... O que é que aquilo queria dizer???
   - Deixa as malas aí no corredor com as nossas. Isto ainda está um pouco confuso. Estávamos à tua espera para organizarmos tudo. Vem para a sala conhecer o resto do pessoal.
   Segui-a para a sala. Estavam dois rapazes sentados em dois cadeirões. Eram bastante diferentes mas tinham algo de igual. Coincidência.
   - Rapazes já chegou o Joachim.
   - Olá - disseram os dois em simultâneo.
   - Hum, olá.
   - Eu sou a Catarina e sou portuguesa. O meu pai é angolano, para todos os efeitos. Este é o Kevin e o seus irmão gémeo falso, Ryan. São irlandeses.
   It´s a para-para-paradise.
   - Sou o Joachim e sou alemão... - eu em modo envergonhado, só para variar.
   Reparei que o Kevin me sorriu abertamente e reparei que era um querido e um fofo. O Ryan é mais reservado, arrogante e 'macho'.
    - Muito prazer Joachim. A minha pronúncia alemã é boa? Nunca a achei razoavelmente boa, para além de ter aprendido 5 anos alemão.
    É que a pronúncia era perfeita. Tipo quase a minha. E não, não estou a ser convencido.
    - Tens uma pronúncia brilhante.
    Sorriu-me. OMG tens uns dentes brilhantes. Casa-te comigo. Ou seja: KEEP CALM QUE TU ÉS GAY.
    - Então, Joachim - começou o Ryan - um homem como tu já tem miúda, ou não??? Não me digas que estás forever alone! Se tiveres, vamos hoje às miúdas...
   - Estou sozinho... E sou homossexual...
   O Ryan ia começar a falar quando o Kevin sai da sala a correr...

domingo, 3 de março de 2013

Just say that you love me: Capítulo II

   Queria ficar a estudar cá em Berlim, numa universidade fixe que por acaso fica sensivelmente perto de minha casa. Mas não posso, visto que literalmente os meus pais expulsaram-me de casa.
   Sim, eles expulsaram-me de casa, pois recentemente assumi que era homossexual. Era e sou. Pois...
   Não sei... Agora estou um bocado indeciso para onde vá estudar. Não sei se vá para a Irlanda (Dublin), para a Suécia (Estocolmo) ou para Espanha (Madrid). Ai Jesus, a minha vida está um caos autêntico! Supostamente vou tirar Literatura e não sei mesmo para onde ir.
   Sou um homossexual alemão que foi expulso de casa pelos pais por isso mesmo. Sou um esquisito, nunca joguei futebol e amo música clássica (caro Debussy, és a melhor pessoa que já inventaram). Sou um católico demasiado praticante, amo ler e adoro áreas humanísticas, nomeadamente história e filosofia. Sou um imbecil sem futuro e sem amigos. Tenho uma irmã mais nova, chamada Anna que está internada no hospital pois tem leucemia e não tem mais de um mês de vida. Tenho um irmão mais velho, chamado Fritz que é político e que me despreza a toda a hora e momento. É um pouco dificil ter uma famíla assim. Não sei como é que sobrevivi até agora. Deus queira que eu arranje alguém na universidade...