quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Jacob e Bella: Capítulo I

   O meu nome é Isabella Marie Swan, mas podem tratar-me apenas por Bella.
   Sou uma adolescente que vive com o pai, um polícia chamado Charlie, na pequena cidade de Forks, nos Estados Unidos.
   Há algum tempo, fui abandonada pelo amor da minha vida, um vampiro chamado Edward Cullen. Ele esteve comigo durante algum tempo, mas depois desapareceu com a sua família, dizendo que não me amava, que não me queria nunca mais. Desisti dele, pois se ele não me amava, não valia a pena continuar a lutar por alguém estúpido e inútil que me deixou sem razão aparente.
   O meu pai tem um amigo chamado Billy, que tem um filho chamado Jacob. É um bom amigo, começámos a aproximarmo-nos depois da partida do Edward. O Jake ajudou-me bastante mentalmente e tem-me dado imensas felicidades. É o meu melhor amigo e não vejo a minha vida sem ele.
   Ele é um lobisomem e é o Beta da matilha de Sam, o Alfa. Ele poderia ser o Alfa, sendo neto de Ephraim Black, mas decidiu que o Sam deveria continuar com o cargo como até então.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo XVII

   Foi tudo perfeito. Casei-me com a mulher da minha vida, que agora é a Mrs. Watson.
   O dia mais perfeito da minha vida toda foi este, em que troquei votos, em que fui íntimo com a minha noiva. Em que a vi mais linda do que sempre, em que a conheci por onde não conhecia...
   O meu nome é James Watson, sou um jovem recém-casado com uma rapariga chamada Taylor. Ela, antes de nos conhecermos pessoalmente, era a minha penfriend. Tirámos ambos artes.
   Agora é tudo um novo capítulo, uma nova vida, uma nova história.

Say yes and marry me: Capítulo XVI

   Ok, tipo já temos tudo organizado...
   Já temos data de casamento, igreja, local da festa, vestido de noiva (acho) e eu o meu fato muito lindo. Vou ter uns sapatos de alta costura muito engraxados. o que para mim é muito esquisito, visto que só costumo usar sapatilhas e raramente (para não dizer nunca) as lavo. O fato também é de alta costura, graças à imensa generosidade do meu futuro sogro. Os sapatos são do Hugo Boss (nem sonhando pensava que ia ter uma coisa desta marca). O fato é do Giorgio Armani, a camisa é do Calvin Klein, a gravata da Sacoor Brothers e as meias (?) eram de uma marca esquisita francesa. Não interessa.
   Bem, daqui a alguns dias é o nosso casamento e esta tudo a ir na perfeição...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo XV

   Eu, James Watson, noivo de Taylor Rain, sinto-me a melhor pessoa do mundo.
   Tipo, quando fui à Escócia com a Tay, para contar a boa nova, a minha família recebeu de bom grado.
   - James, uau, nunca pensei!
   - Ela é mesmo gira pá!
   - As melhores felicidades...
   Os comentários foram diversos, mas bastante positivos. Felizmente.
   Depois, passada uma semana, tivemos de ir à Irlanda do Norte, visitar os pais da Tay e falar sobre o noivado.
   - Ai a minha filhinha está tão grande!!!
   - Cuida bem dela, se não desfaço-te com as minhas próprias mãos!
   Bem, acho que era um elogio da parte do pai dela. Descobri também que ele é dono de um empresa multimilionária. Interessante. Ou talvez não.
   Eles ofereceram-se para pagar o casamento todo. Eu disse que era desnecessário, mas como insistiram tanto, cedi.
   Bem, pelo menos não nos temos de preocupar com o orçamento. Mais ou menos...

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo XIV

*Mega capítulo*
   - Taylor, amor, arranja-te que hoje vamos sair.
   - Ok. Mas pago eu, que da outra vez foste tu.
   Boa. Que dizer, que fazer??
    - Deixa. Eu quero pagar, deixa a minha generosidade actuar e pagar-te o jantar.
   Chama-lhe generosidade chama.
   Tive três quartos de hora a secar, até que ela se acabasse de arranjar. Mas ficou muito linda (ela é linda).
   - Anda Tay, vamos a um restaurante comer uma coisa portuguesa mesmo muito boa. Acho que vais gostar.
   - Oin, meu lindo... É claro que vou gostar. Se tu gostas, eu também.
   Fomos no meu carro de milésima categoria (qualquer um preferia um Bentley ou um Jaguar - quem não?) até ao restaurante (que felizmente é  melhorzinho). Paguei para um extra para o Zé nos levar até à mesa (que os portugueses sentam onde bem querem e estão-se a 'lixar' para o resto), que ficava lá no fundo. Também fui eu que pedi. Para ser um ambiente mais misterioso e para namorarmos à vontade [espero que este seja o nosso último jantar para namorarmos, depois vamos nos noivar (acho que isto não existe, mas vamos fingir que sim, para dar mais pica)]. Pedi o nosso bacalhau e paguei um vinho branco alentejano, pois dizem ser muito bons e para o peixe tem de ser vinho branco.
   Este jantar foi muito silencioso para o meu gosto e isso ainda me fez ficar mais nervoso e tenso. Será que ela não estava a gostar? Estaria alguma coisa mal? Oh Meu Deus!!!!!!! Eu, James Watson, num restaurante português em Cardiff, prestes a pedir a mulher da minha vida em casamento, estava a ver a minha vida andar para trás.
   Mas, antes de tirar conclusões precipitadas (já o fiz), decidi perguntar-lhe o que se passava. De uma maneira delicada, claro.
   - Tay, está tudo bem? Não estás a dizer nada, estás muito séria... Não gostas de alguma coisa? Precisas de algo? Não sei o que se passa, diz.
   Ela olha para mim, muito de repente, com os seus olhos azuis perfeitos. Olha-me muito intensamente, profundamente. Larga uma lágrima, levanta-se e corre para fora do restaurante.
   Fiz um sinal ao Zé, que já conheço há algum tempo. Ele viu a Taylor a fugir e percebeu a mensagem. Ele sabia também que eu a ia pedir em casamento. Por isso olhou para baixo, do tipo "lamento".
   Saí a correr atrás dela, custou-me um pouco a apanhá-la, mas consegui. Agarrei-a e ela esteve meia hora a chorar, a dar-me pontapés e a esmurrar-me. Quando ela acabou o ataque de nervos ou o que seja, começou a chorar compulsivamente e abraçou-me.
   - Tay, está tudo bem.
   - Não está não, James. Não pode estar. Bati-te imenso, deves de te ter magoado. Meu Deus, desculpa James, desculpa.
   E lavou-se em lágrimas.
   Sentei-me no passeio, e tirei um maço de lenços do bolso. Dei-lho.
   - Vais precisar.
   Ela aceitou, de olhar baixo.
   - Obrigada. Desculpa, mas simplesmente acho que não sou suficientemente boa para ti. Sabes para me casar.
   - Como é que sabes? Quer dizer, como assim? Como é que podes não ser boa para mim? És perfeita para mim. És linda. Cantas perfeitamente. És a guitarrista mais perfeita que eu conheço. És inteligente, culta. És divertida. És das melhores pessoas que eu conheço. Estás sempre onde quer que eu esteja para me apoiar. Amas-me acima de tudo. Isto chega, ou ainda queres mais?
   Silêncio. Muito silêncio.
   Ok, mudança de planos de última hora. Fui ao carro a correr, para buscar a guitarra. Voltei para ao pé dela (que felizmente não se foi embora). Pensei dois segundos sobre a música que ia cantar. Ainda bem que estava com inspiração nessa altura (daí só ter demorado dois segundos).
   Comecei a cantar o When I look at you, da Miley Cyrus. Porque preciso mesmo dela. Porque a amo. Porque sei que ela me ama como eu sou. Porque eu a amo como ela é. Porque acredito que nós vamos ser felizes. Mas só se formos nós. Eu não consigo viver sozinho, muito menos sem ela...
   Joguei a guitarra para o chão (se ficasse estragada, comprar-se-ia outra) e tirei a caixa do anel do bolso. Ajoelhei-me à frente dela. Abri a caixa. As lágrimas começaram a cair-lhe pelo rosto.
   - Eu, James Watson, peço a mão a ti, Taylor Rain, para que te cases comigo. Aceitas?
   Baixei a cabeça. Aquilo não me tinha saído muito bem. E depois daquele ataque histérico da Tay, já não sabia o que pensar.
    Aproximou-se de mim e beijou-me.
   - Claro que aceito.
   Eu com o meu maravilhoso jeito para meter anéis, coloquei-lhe o anel no anelar esquerdo (felizmente que não me enganei, com o nervosismo).
   Roubei-lhe um beijo.
   E ambos sorrimos

sábado, 15 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo XIII

   Muito bem. Já sei que música é que vou escolher, já tenho tudo planeado.
   Vamos a um restaurante português muito bom, comer Bacalhau à Brás. Depois levo-a a dar uma volta pela cidade, compro-lhe uma rosa na rua, vamos para casa. Quando ela me perguntar o que fomos fazer a casa tão cedo, eu digo que me esqueci de uma coisa. Começo a cantar Little Things, dos One Direction e declaro-me, dizendo que já tinha ido buscar o que necessitava.
   Ok, tipo eu sei que não é a coisa mais perfeita de sempre, mas é o que se arranja.

Say yes and marry me: Capítulo XII

   Para dizer a verdade, estive a pensar em cantar um música à Tay, depois ajoelhar-me e pedi-la em casamento. Mas tipo não sei qual.
   Estou a entrar em depressão e em desespero. Amo uma rapariga, quero pedi-la em casamento e não sei o que fazer. Quero juntar o tradicional ao original e actual, mas para dizer a verdade estou perdido. O meu pai, não sei dele e também não vou perguntar à minha mãe. Não tenho nenhum amigo para lhe perguntar o que fazer.
   Estou indeciso entre cantar Pearl Jam, Simple Plan, Bruno Mars, Avril Lavigne,... Arghhhhhhhhh!!!!!! Estou em desespero. Não sei o que cantar, como fazer!
   Confissões desesperadas de um jovem apaixonado.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo XI

*Passados quatro anos*
    Ainda ando com a Taylor. Continuo a chamar-me James Watson, só para os mais esquecidos, tenho 22 anos, tirei o Bacharelato em Música e Artes Representativas em Cardiff, no País de Gales. E sim, ainda continuo a namorar com a minha antiga penfriend, e minha melhor amiga durante mais de metade da minha vida, chamada Taylor Rain.
   Bem, eu penso em mudar o nome dela nos próximos tempos, se é que me entendem. Sim, de Taylor Rain para Taylor Watson. Não gozem. Eu amo-a. Muito. Mas mesmo muito.
   Estou a pensar em pedi-la em casamento. Estou muito empolgado. A minha felicidade sobre isto não tem limites. Ah não tem não!!!!!!!
   Ainda estou a poupar dinheiro para lhe comprar o anel. E ainda não preparei muito bem o pedido. Bem, acho que o dinheiro está mais ou menos adiantado, o problemas é mais o pedido. Argh, vou entrar em depressão. Mas pela minha Tay, faço tudo. Mas tudo mesmo.
   O anel que tenho debaixo de olho é de ouro amarelo e tem um rubi grande, mesmo ao gosto dela. Escolhi um com um rubi porque é a jóia preciosa que ela gosta mais. Custa 175£. Vou vos deixar uma fotografia, só para poderem visualizar. E dar opiniões. Desde que não sejam opiniões desnecessárias. Aqui vai: http://www.mundodeluxo.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Anel-de-Rubi-mais-Caro-do-Mundo-02-300x300.jpg .

Say yes and marry me: Capítulo X

   Eu com um mês de namoro. Com a minha melhor amiga. Que era a minha penfriend. A minha história de vida é muito interessante. Ou talvez até não.
   Tenho-me esforçado ao máximo para eu e a Taylor não acabarmos a nossa relação. E acho que ela percebeu isso. E veio falar comigo. Acho que é mau. Mas eu não percebo grande coisa disto.
   - James... Eu sei que tu gostas muito de mim mas, não precisas de fazer coisas que não queres, que não são tu para me agradares. Houve, eu gosto muito de ti pelo que és, e não pelo que tentas ser para me agradares.
   - Mas eu tenho medo de te perder. E eu amo-te demasiado para te perder.
   - O que é demais não presta, James... Mas eu percebi onde querias chegar. Eu também te amo meu lindo.
   Muitos beijinhos. Na boca. É claro. Estou muito agradecido por me acharem infantil e não-preparado-para-uma-relação-com-quem-quer-que-seja.
   Estupidamente a partir desse dia, nunca mais me esforcei para ela gostar de mim ao máximo. E ela nunca mais falou comigo. Sobre isso. Se ela nunca mais falasse comigo, matava-me. A sério.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo IX

   Ok. Sempre achei a Taylor a minha melhor amiga, pois confiava-lhe tudo da minha vida, sabendo que ela não me conhecia nem me iria julgar. Desde que a conheci pessoalmente, há cerca de um mês e meio atrás, tem-se tornado a minha paixão.
   Houve um dia que não aguentei e decidi contar-lhe.
   Levei-a a passear ao ar livre, para lhe contar. Comprei uma lata de refrigerante para cada um e uma fatia de tarte de amêndoas para cada um. Fomo-nos sentar num banco no meio da cidade, a comer o nosso bolo e a beber o nosso sumo.
   Tivemos meia hora sentados, a olhar para o céu. E eu a pensar no que haveria de dizer. Eu não sou muito bom a fazer declarações de amor. Também era a primeira que eu estava a fazer.
   Quando soube o que ia dizer (mais ou menos), decidi declarar-me. Finalmente.
   - Taylor?
   - Diz James.
   - Tenho uma coisa para te dizer.
   - Já percebi. Estou à espera.
   - Bem... És a minha única e melhor amiga desde que somos penfriends. E... Bem, desde que nos conhecemos pessoalmente e que vivemos juntos e nos temos conectado mais e estamos na mesma turma e fazemos os trabalhos todos juntos tenho sentido algo mais do que a amizade. Tipo, estou apaixonado por ti e queria saber o que sentes por mim e talvez até possamos ser algo mais do que amigos.
   Ficámos em silêncio durante longos momentos. Fiquei aliviado por ter admitido que amava a Taylor mais do que uma amiga, mas também fiquei com a consciência pesada, pois poderia estar a perder a minha melhor amiga.
   Quando ela respondeu, fiquei tão mais aliviado. Fiquei tão feliz. Aquele era sem dúvida, o meu dia preferido da minha vida.
   - Sabes James, agora que penso nisto tudo, tu também tens sido um óptimo amigo. Um amigo esplêndido  Talvez até o meu melhor amigo. Gosto imenso de ti. E bem... Acho que podemos tentar ir para além da amizade, se é que me entendes. Tipo, sermos namorados.
   Estou a avançar-me demasiado, mas já me imagino a falar com a Miss Watson daqui a alguns anos. Taylor Watson... Tão bonito não é? Mas pronto, enquanto eu não a levar para o altar, será apenas a minha namorada. A minha linda namorada.
   Quando ela acabou de dizer que poderíamos (poderíamos não, seríamos) namorados, rapidamente me levantei e puxei-lhe a cabeça para a beijar. Foi um beijo muito mal dado, pois eu não sei beijar e também aquele foi o meu primeiro beijo. Não gozem.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo VIII

   Como não podemos estar em Espanha ou noutro país onde no início de Setembro faça calor, fomos enfiar-nos num centro comercial.
   Desta vez foi cada um por si, ou seja, cada um pagou as suas compras. Eu comprei uns Nikes muito lindos ( http://www.hello-kitty-diy.net/images/brass-monki-nikes/brass-monki-nikes-dunk-captain-america-custome-shoes-on-sale.jpg ), duas t-shirts da Element ( http://www.bdskateshop.com/nueva/3627-1267-large/element-tshirt-for-kids-elemental-in-red.jpg e http://images04.olx.pt/ui/12/93/16/1345418217_430268716_2-T-Shirt-Element-Vila-Nova-de-Gaia.jpg ) e um par de calças de ganga duma marca esquisita ( http://www.fashionbubbles.com/moda/files/2010/11/moda-masculina-jeans-escuro-05.jpg ). Já a minha linda Taylor comprou três bodies, ou sei lá como isso se chama ( http://1.bp.blogspot.com/-ZdMrO80CwdQ/TnMpxN1gDEI/AAAAAAAACHY/1-o5E3YhY3s/s1600/3.jpg ), um sutiã muito bonito (e bastante sensual...) na Victoria's Secret ( http://www.zonamulher.com/wp-content/uploads/2010/08/sin-tatulo-41.jpg ) e uma sweatshirt da Adidas ( http://photos.madeinsport.com/H09/ADIDAS_SWEAT_HOODIE_NOIR_AH342_1_900.jpg ).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo VII

   Ficámos os dois na mesma universidade (U-A-U, estamos os dois a tirar artes). E, estupidamente (ou talvez até não) ficámos os dois na mesma turma.
   Ela diz que vai ser cantora. Não é muito aquele tipo de coisa que eu gostava de ser, mas fica-se na boa. Não temos tudo em comum, não podemos. Acho eu...
   Acordámos e FIM-DE-SEMANA!!!!!!! É bom o fim-de-semana. Para além de estarmos de férias de verão.
   Gostaria de estar em Portugal ou Espanha ou um país desses onde estejam 30ºC ou mais e possamos ir à praia no início de Setembro, era tão bom. Talvez um dia eu e a Taylor façamos uma viagem lá. De autocaravana. Ou de pão de forma.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo VI

   Fomos jantar a um restaurante relativamente caro (foi ela que pagou) e custou tudo cinquenta e cinco libras e trinta e cinco pence (até parece mal).
   A seguir, estando nós estafados (eu pelas emoções - sim, pelas emoções - e ela pela viagem e pelas emoções).
 

domingo, 25 de novembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo V

   Eu estava surpreso. A minha melhor amiga, a minha conselheira, a minha fiel pen-friend agora estava agora a viver comigo. Estava radiante.
   Mostrei-lhe a casa (como não pude deixar de fazer). Indiquei-lhe o quarto dela e levei-lhe a mala. Ela instalou-se em cinco minutos e eu levei-a ao café (e paguei, muito contra à vontade dela).
   Um enorme Capuccino para cada um, um bolo de chocolate para ela e uma tarte de maçã para mim. Custou vinte e cinco libras e setenta pence (talvez seja por isso que ela queria pagar a meias - doze libras e oitenta cinco pence? Por favor, pela minha melhor amiga até me mato).
   Depois, fomos ao cinema ver um filme de terror extremamente ligeiro. Amei.
   O filme durou cerca de três horas, e, quando saímos, já eram horas de jantar.

Say yes and marry me: Capítulo IV


   Ora muito bem. Estava eu ontem, muito bem instalado no sofá do meu apartamento alugado, que iria partilhar com um desconhecido, a ver Family Guy, a comer batatas fritas e a beber gasosa, quando tocam à campainha.
   Fui abrir (que remédio o meu) e apareceu uma rapariga bonitinha, da minha idade, um pouco mais alta do que eu, talvez com um metro e oitenta, magra, loira e com olhos azuis.
   - És o James?
   - Sim. Vens partilhar a casa comigo?
   - Sim. Chamo-me Taylor.
   Bem me parecia que ela me fazia lembrar alguém. E agora que ela se chamava Taylor...
   - Desculpa lá perguntar - eu não costumo ser tão atiradiço às coisas, a sério que não - mas tu não te chamas Taylor Rain, és irlandesa, da Irlanda do Norte e és minha pen-friend?
   Ela sorriu e rapidamente soltou gargalhadas.
   - Sim, sou.
   Eu fiquei do tipo: OH MY GOD! (agradeço profundamente ao Usher por ter criado esta música - "OMG")
   Sim, finalmente, tinha conhecido a minha pen-friend!!!!!!!!!!

Say yes and marry me: Capítulo III

   Parece estranho mas eu tenho um pen-friend. Uma. Isto é esquisito, visto que actualmente todos têm um e-friend.
   Chama-se Taylor e é da Irlanda do Norte. É da minha idade e é um amor. Temos muito em comum.
   Somos pen-friends há uns cinco anos. Ela é loira de olhos azuis, muito bonita. Para além de ela não achar. É assim: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSW57m2yrRxtGdbFOMcrCHnCOQ8HEtG_A89fBuoGy4lSN5L0J0jAfRoYzv1zs5MQLOrhPSnO_nlhPDV4W8l_L6skcFke_GnR9dWAsN_uWQ4lqSi1Q-dN_fwy2YHqfxTCnQkvfG3tKz3ZH6/s1600/fakes+loiras.jpg .
   Creio que ela também vai estudar música e artes representativas. Era muito bom, mas muito bom mesmo, se ela viesse estudar para Cardiff, como eu. Era sorte, sorte demais. Mas ao menos conhecia a minha melhor amiga e grande conselheira. Que é a minha pen-friend. E vive uma ilha. Tal como eu. Mas a dela fica a uns quantos quilómetros da minha. Enfim...
   Além disso, era engraçado, admito, era muito engraçado ver-me no altar com ela...
   James Watson + Taylor Rain = amor...

sábado, 24 de novembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo II


   Já li muitos livros, muitos mais do que a maioria das pessoas. Li colecções inteiras, de trás para a frente, e da frente para trás. Colecções que li e que a maioria das pessoas já leu são, por exemplo, a Saga Luz e Escuridão, da Stephenie Meyer, a Saga Harry Potter, de J. K. Rowling e As Crónicas de Nárnia, de Clive Staples Lewis, conhecido simplesmente por C. S. Lewis.
   A música, em mim tem um enorme efeito, e, idolatrizo-a por isso. Há vários tipos de música, gosto muito de todos, e cada um se adequa a cada situação e/ou estado de espírito. Por exemplo, num dia ou numa altura em que esteja mais sensível, gosto de ouvir música clássica. O Yo-Yo Ma sempre despertou um grande encanto em mim, sendo por isso, o meu violoncelista de eleição (violoncelista e não só).
   O cinema, para quem é louco por literatura, chega a ser um bónus. Odeio filmes de terror, é a única coisa que odeio na 7ª arte, se bem que vejo muitos filmes sombrios e filmes de terror leves (bastante leves). Adoro romances (como disse, o cinema é um bónus da literatura) e vejo comédias. Adoro filmes de super-heróis, para além de não me ver como um. Marvel e DC Comics fazem-me ir deste mundo para outro. Para além de me fazerem lembrar a minha infância (qual é o rapaz que não gostava de ler o Capitão América, o Thor ou o Batman?).
   O Râguebi talvez não se enquadre muito nos meus outros gostos, mas eu sou um fanático por este desporto. Pratiquei durante a minha vida quase toda e vejo os jogos desde que me lembro. Para além de não ter um corpo muito de jogador de râguebi, devo dizer que adoro, tanto praticar como ver. E falar sobre, é claro.

Say yes and marry me: Capítulo I

 
   Olá! O meu nome é James Watson, sou um universitário escocês, mas estudo no País de Gales.~
   Tenho 19 anos, sou ruivo e tenho os olhos azuis. Sou assim http://media.photobucket.com/image/recent/clickadiary/browless.jpg .
   Estou a estudar música e artes representativas em Cardiff. Sou fanático por literatura, música, cinema e râguebi.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo XI

   Estou farta, não aguento mais.
   Ontem estava a ir para casa e fui violada por um homem de meia-idade aparentemente eloquente, com o seu cabelinho de gel cuidadosamente penteado para trás, de fato e gravata e sapatinhos pretos de alta costura bem engraxados. estou em choque por causa disso e por vergonha não contei nada a ninguém.
   O clube das * bateu-me hoje à tarde, fazendo-me perder a urbana. Mas isso é o menos. Rasgaram-me a roupa, bateram, fizeram-me sangrar por todo o lado, partiram-me um dente, roubaram-me o dinheiro que eu transportava para ir comprar uns All Star pretos ao centro comercial.
   Cheguei a casa, a minha mãe deu-me mais murros e insultou-me. Peguei nas moedinhas que tinha no meu mealheiro (chegou a seis euros e uns cêntimos).
   Fui à farmácia comprar um caixa de analgésicos fortes (vinte e cinco comprimidos) e fui ao mini-mercado comprar uma Monster. Tomei os medicamentos quase todos seguidos e bebi a Monster de um só trago. Cheguei a casa e o meu pai disse que tinha desrespeitado a minha mãe e levei mais.
   Fartei-me. Já estava farta. Já estou farta. Peguei em mim e fui-me embora a correr, com os olhos afogados em lágrimas. A minha maquilhagem estava toda borrada mas nem me importei com isso. Corri, corri e corri. Cheguei ao primeiro Centro de Saúde que consegui, infiltrei-me, peguei numa seringa que estava numa sala de enfermeiros vazia, e fugi dali para fora. Infiltrei-me num beco sem fundo escuro.
   E é onde estou agora. Vou enfiar a seringa, que é razoavelmente grande.
   Já está a meio dentro de mim.
   Já estou mal. Não sinto nada. Oiço vozes de homem ao fundo, muito baixinho, cada vez mais distantes.
                                                                                                                                                                     
   Estou no meu skate, com uns All Star pretos, umas calças justas de um amarelo torrado, uma t-shirt da Nike. Tenho os cabelos longos e ondulados, oxigenados, pintados de azuis. Tenho um cap muito lindo da Obey e uns óculos que nunca tive da Ray-Ban. Estou a andar no meu skate num longo caminho longo em direcção ao pôr do sol. É lá que está a minha felicidade. Finalmente estou em paz.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo X

   Loucura! Tenho os braços todos marcados, as notas em decadência, a minha viagem a Belfast para ir visitar a minha irmã é para esquecer (acho que os meus pais e o João vão-quero ouvir o sotaque British), só para não falar da minha possibilidade de escolha a ir a Londres, Cambridge ou Oxford...
   Já estou farta, não quero mais.
   Sou vítima de bullying não assumida na escola (nem nunca vou assumir), não tenho amigos, a minha melhor amiga está na Bélgica e já não quer saber de mim (parece que o Nicolas é mais importante), os meus pais discutem a minha frente a toda a hora e por todas as razões possíveis e imagináveis, a minha mãe bate-me a toda a hora (fora do resto) e o meu pai está a "cagar-se" em mim. O meu irmão,  cada vez que me vê, procura uma faca ou algo do género para me manter afastada dele.
   Que terei feito eu para isto me acontecer? Que terei feito eu para ter este destino assim...
   Dizem que se a nossa história não tem um final feliz, é porque ainda não acabou...
   Oxalá houvessem chamas para nos indicarem o caminhos, como no Brave...

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo IX

   Férias do Natal. Quero morrer. Odeio a minha turma, os meu colegas. Tudo.
   A minha Carolina não me tem ligado nenhuma. Tem um namorado belga chamado Nicolas. É feio. Mas eu não lhe disse isso. Também me deixaria.
   A Ana foi no Erasmus para a Irlanda do Norte e eu ando desconfiada que ela arranjou para lá um loiro qualquer.
   Tenho andado extraordinariamente de skate e até já sou olhada de lado na rua... Que mau.
   As músicas deprimentes e rap têm dominado os meus ouvidos. Adele, Eminem, Lil Wayne, Ne-Yo, Avril Lavigne, Christina Aguilera, Christina Perri, ... São só alguns (é claro que há mais).
   Não tenho escrito quase nada (deprimência ao máximo). Sem escrever nada e deprimindo tanto (consigo ser a que faz as melhores composições, tanto a português como a inglês), que tenho andado a cortar os pulsos (mais do que devia-quer dizer, não devia, mas ando a cortar-me mais do que deveria).

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo VIII

   Primeira semana de escola já passou. Odiei. Houve um rapaz que ainda tentou a amizade comigo (não percebi se queria a amizade ou algo mais), mas que rapidamente deixou a ideia de lado, graças à Catarina, que o tentou seduzir (tentou e conseguiu em cheio).
   Esse rapaz foi o mais feio da turma (para além de serem todos razoáveis). O Paulinho é da minha altura (odeio-o fisicamente basicamente por isto) e até tem uma carinha de boneco. É assim: http://l.yimg.com/img.tv.yahoo.com/tv/us/img/site/23/86/0000042386_20070828175349.jpg . Ele é um Deus Grego, comparado com a * da Catarina... Vejam: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg1gsACQcCV9373T8njNn4-3EMneM_n5KkBR0YTn56tKMUGo0KBzs2TAKuqrxDOI5WzSUHv-DmENWgqOE_NXTX-Jr_Czxe4srT7c7Q85x-ZZE6I5is3oN1e9OF1XfSbgz8tk_sZRWyB2Jw/s1600/20.jpg .
   Não arranjei nenhuma amizade com uma rapariga na minha turma (ou outra qualquer). Levei na quarta os meus Vans com estampado à felino ( http://www.modismonet.com/truffon/wp-content/uploads/2010/12/vans-spring-2011-1.jpg ) e todos gozaram comigo... Enfim... Odeio esta minha turma... A escola até é boa (gosto especialmente da biblioteca). Parece que ninguém quer saber de mim (só o Paulo é que ainda tentou - e falhou, graças à Catarina). Os professores também não são nada de especial. Só o professor de Geografia é que me tentou apoiar e fazer lutar pelo que quero (admiro-o por isso...). Para além de ser giro... Acho que devo ser a única a achar isso. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHeigGIEdv0D96D45KDIRDqyUjkGXrERiaX4O5Sgh5Qmjf8ARl2R58yEFkdEZytjIkY0o-iqJ_OhL7RwVx3zFWduzXAvTizbA8JyyEEzepGOy6q69aC0NEdLf4GiNuGxRFY6Rkt_YiXXU/s400/Homens+Ruivos+fotos.jpg . Eu e a minha enorme obsessão por ruivos...
 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo VII

   A apresentação da escola é amanhã. Choro compulsivamente por causa da Carol. As saudades são muitas. Para além de nós falarmos todo o santo dia ao telefone, e no Skype ou no Facebook.
                                                                                                                                                                        

    Acabei de vir do colégio. Temos de usar fardas (que são horríveis). Na minha turma só há praticamente raparigas. Somo 22 (uma turma muito pequena, tendo em conta estas cenas do Ministro da Educação). Ah, e temos 6 rapazes. São o Eduardo, o Leandro, o Filipe, o Paulo, o António e o Bernardo (que nomes mais foleiros). São todos fisicamente razoáveis, mas o Eduzinho (eu sei que não conheço o miúdo de lado nenhum, mas foi uma forma carente de lhe chamar-What else?) é muito jeitosinho... Saquei uma foto do Facebook dele e esta aqui: http://3.bp.blogspot.com/-DLg2xaFVfgE/TxmtIoaP_4I/AAAAAAAAAX0/ZWRFFYIgTZY/s1600/tumblr_luypgbIR2w1r2qifko1_500_large.jpg . Pena ele fumar... Mas não deixa de ser o Eduardo Marques lindo do meu coração. Provavelmente tem namorada... Paixão platónica do meu coração. Eh eh.
   As raparigas, então... Ana, Joana, Maria, (outra) Maria, (outra) Beatriz, Madalena, Catarina, Carina, Micaela, Margarida, Anabela, Andreia, Graça, Clara e Claúdia.
   À primeira vista não as achei com muita graça. Também nunca se sabe. A Maria Helena, a Catarina e a Micaela devem achar que são as donas do mundo. São as três loiras, de olhos azuis, com os cabelos encaracolados, altas, magras. Andam muito com intrigas. Odiei-as. Ainda mais que as outras todas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo VI

   Fui comprar uma prenda de despedida para a minha Carol, um pouco antes de ela me vir buscar. Resume-se a um ursinho de peluche (não tenho mesmo imaginação nenhuma pá!).
   Cheguei a casa mesmo dois minutos antes de a minha Carolina me vir buscar... Peguei em cinco euros para voltar de autocarro para casa (odeio andar de táxis). E peguei também na prenda dela, para lhe dar. Saí de casa com ela e meti-me no autocarro, juntamente com a sua família toda e afins (a família resume-se a pais, irmão, tios e primos e os afins é o Pierre, pois não é familiar... Ainda!). Chegámos ao aeroporto, um quarto de hora depois ao aeroporto, e tivemos muito tempo para descarregar as malas (eu ajudei... que prestável. Ou não). Eu sou um zero à esquerda no que diz respeito a coisas de aviões (é verdade). Por isso fiquei à espera do pessoal todo num banco. Foi secante pois tive de esperar bastante a fila era grande. Maldição Perry Ornitorrinca! Eh, eh. Quando finalmente (!) entregaram as malas, foi a hora da despedida. A sério que desejei que eles tivessem perdido os bilhetes, para que a minha linda Carolina Filipa de Sousa Mendes não fosse para a Bélgica. Vou morrer sem ela. Se não é que não estou já a caminho do hospital.
   Despedi-me dela durante longos e dolorosos minutos, muito chorosos (chorosamente compulsivos) e dei-lhe a prenda. Ela aceitou-a e deu-me uma de volta. Afinal teve a mesma ideia que eu. Maldição Carolina Ornitorrinca!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo V

   Já não conseguia, estava emocionalmente péssima, e, pedindo desculpa aos convidados e, principalmente, à Carolina, fui-me embora. Enfiei-me no meu quarto a comer bolachas recheadas com chocolate e a ouvir um punk, só mesmo para aliviar o stress.
   Cerca de três quartos de hora depois, talvez porque a sua casa estava mais vazia, a Carolina mandou-me uma mensagem, e eu fiquei a falar com ela mais um belo bocado.
Carolina: Estás melhor?
Eu: Mais ou menos.
Carolina: Estás chateada comigo?
Eu: Um pouco... Normal, não?
Carolina: Sim, é claro. Olha se quiseres, amanhã, podes levar-me o aeroporto... Vamos daqui até Lisboa de avião, e, a partir daí vamos para Bruxelas.
Eu: Não me importava. Mas volto como? Do aeroporto até aqui não é propriamente o mesmo como ir daqui à mercearia do sr. Manel...
Carolina: Pois, eu sei. Podes ir de autocarro ou de táxi. Se quiseres, eu pago.
Eu: Nada disso... Eu pago, não te preocupes...
Carolina: Está bem, tu lá sabes. Mas sabes perfeitamente que eu fico bem e que vou ter muitas saudades tuas.
Eu: Pensas que eu não sei, minha maluca linda? E tal como tu vais ter saudades minhas eu vou ter saudade tuas. E olha que não poucas...
Carolina: Eu sei... Mas combinámos falar todos os dias ao telefone ou falarmos pelo Skype ou outra rede social qualquer.
Eu: Prometido é devido.
Carolina: Então até amanhã?
Eu: A que horas?
Carolina: Por volta das onze da manhã. Eu vou buscar-te.
Eu: Sim, está bem. Obrigada por tudo. Adoro-te. Até amanhã.
Carolina: Também te adoro, até amanhã!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo IV

 
   Ela depois vira-se e diz:
   - Ahmmm... Pois Bia, mas o problema é que eu vou-me embora amanhã à noite.
   Pronto, aqui é que o meu mundo deu uma reviravolta. As coisas estavam a acontecer muito depressa. Já me bastava ela ter de se ir embora, quanto mais no dia a seguir à noite! Aaarggh! Poderia jogar-me da janela abaixo, ou então pedir ao cenourinha para me matar (seria morta por um rapaz muito lindo).
   - COMO É QUE ISSO PODE SER POSSÍVEL CAROLINAAAAAAAAAA!
   Confesso que exagerei no volume, e, só depois de ter gritado, é que reparei que os cinco bombons estavam a assistir a todo o processo de despedida ou o que quer que seja que nós estaríamos a fazer.
   Ela abraçou-me e o Gabriel (!) também me veio consolar. Sim, porque comecei a chorar desalmadamente... Confesso que me soube bem, talvez porque tinha um rapaz mesmo lindo a consolar-me.
   Cerca de um quarto de hora depois, acalmei-me. Por completo.
   - Se quiseres, ajudo-te a fazer as malas.
   - Obrigada, meu amor. Mas já as tenho feitas... Desculpa.
   Tive de me esforçar para não chorar outra vez.
   - Sais cá do Porto? A que horas é que te vais embora?

sábado, 3 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo III


   Confesso que o meu mundo foi-se abaixo quando soube isto. Ela disse-me isto rapidamente, mas foi eficaz... E bastante profundo...
   - Bia... Tenho de te dizer uma coisa.
   Pelo tom de voz, já calculava que boa coisa não era.
   - Diz Carolina...
   - Os meus pais estão desempregados e os meu tios convidaram-nos a ir viver com eles, para a Bélgica.
   Juro que por pouco que não tive um ataque de coração. A minha melhor amiga do coração ia-me deixar para sempre? Bem, eu não sabia se era para sempre, mas deixem-me dramatizar um bocado. Ela ia-me deixar para sempre, antes de sequer termos iniciado o Secundário e termos tido o primeiro namorado (não me julguem mal) e antes mesmo de podermos ter dito uma à outra que nunca mais nos separaríamos (acho que tínhamos dito isto algures no tempo, mas isso estava a desvanecer nesse momento). Devo ter ficado uns cinco minutos com cara de anormal, até que comecei a chorar desalmadamente. Não queria perder a minha única e melhor amiga...
   - Oh, Bia... - diz ela, também com grossas gotas de água a saírem-lhe dos olhos - Eu juro que te ligo todos os dias, eu juro que falo contigo por Facebook e por Messenger, eu juro que falo contigo todo o santo pelo Skype. Nunca neste mundo, ou até noutro qualquer vou deixar de ser tua amiga. Estou sempre ao teu lado para te ajudar e tu sabes disso. Eu sei que vou estar a milhas de distância, mas vou estar sempre aqui, ao teu lado, para o que for preciso.
   Abracei-a e murmurei-lhe ao ouvido:
   - Sabes que eu também cá estou para o que precisares, mana!
   Sim, porque os irmãos de coração valem mais do que os de sangue!

domingo, 28 de outubro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo II

 
   Confesso que fiquei muito envergonhada. Cinco rapazes mesmo lindos ali na minha frente era demasiado. O Gabriel já vocês sabem quem é.... Mas agora os outros rapazes... O André e o Miguel eu nem diria que são irmãos gémeos porque são completamente diferentes. O André tem um ar mais velho, mais maduro e tem uns caracóis muito lindos http://www.faro.com.br/ampliada/99785.jpg e o Miguel tem cara mais juvenil http://farm6.static.flickr.com/5008/5275926394_0334ca31fb.jpg . Eles têm mais um ano que eu e a Carol. E o Gabi. Já o Hugo, é mesmo daquele tipo de rapazes, que me fazem cair para o lado. É ruivo. E não preciso de dizer mais nada. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgxLkdAdxH1NBC7kBbER6KuZvofE7L_4CWCOqqMchyGpSGRfzDem4Eno6HjYMxsECpIaZX2J6xNUddEn1u5oJpPNNdRVAnAzuu93ygIPjVnDxtMHREpeDYvSxS9Hgnkmph2qYgE_xfO-fTQ/s1600/homem+ruivo.jpg . O Hugo perfeito tem a mesma idade que eu, a Carol, o Gabi e o Pierre (deram um nome um bocado desgraçado ao rapaz). O Pierre, é um emo muito lindo (que não corresponde mesmo nada ao nome, a sério), com uns olhinhos fantásticos e um sorriso encantador http://3.bp.blogspot.com/-VF24vY2PQpA/Tc6jGW8TDcI/AAAAAAAAAxY/x97gw6i88Tc/s1600/black-emo-boy-hair-cut.jpg . Mas tive de o deixar para a minha Carol, porque não posso ficar com o Pierre nem com o Hugo ao mesmo tempo, e porque a Carol estava já de olho no Pierre e não pode andar com o Hugo (são primos).
   Tivemos cerca de quatro horas juntos. Ouvimos muito rap (Deus me abençoe) e era quase tudo Lil Wayne, Eminem e 50 Cent. Tive quatro horas num vestido sensual (e a sério que não me queria fazer a ninguém), toda maquilhada (porque a Carolina me obrigou) e com uns saltos (ou isto ou uns All Star) para a minha Carol me dizer uma revelação muito especial.

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo I




   Bem... Nem sei por onde começar. O meu nome é Beatriz Andrade, tenho 15 anos, vivo no Porto, tenho os olhos azuis e o cabelo castanho. Sou exactamente assim http://us0.meadd.com/photos/10/07/06/10/28289843.jpg . Não sou muito sociável  e só tenho uma amiga, que por acaso é a minha melhor amiga (porque é mesmo uma boa amiga e porque é a única que eu tenho). Ela é minha vizinha, mora no apartamento ao lado, e já nos conhecemos há mais de dez anos. Eu acho que ela é muito bonita, mas ela não acha o mesmo. É ruiva (calculo que esse seja o seu motivo de falta de confiança) e tem uns olhinhos azuis muito brilhantes. Chama-se Carolina Mendes e aqui está uma fotografia dela https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFGLr_Qi-A8lztZUzZMqdtb9K3B15UhxxX9Ovm7FYRjhOF6znGgnlTr58oMoKce9PJQ2MnSY5GB5ZkRof4wVoBfX-odbMNOkLL2XaEYJp1oMpRc_boQY0crDGiu8FWMrQbkmv0697RvXKd/s1600/ruivas+%252885%2529.jpg . Não há um único dia em que não nos vejamos ou, pelo menos falemos ao telemóvel. Ela tem um irmão gémeo mesmo muito giro chamado Gabriel que é assim http://www.wmnett.com.br/fotos-homens-bonitos/loiros/29.jpg . Já eu não tenho tanta sorte e tenho uma irmã mais velha chamada Ana Maria e um irmão mais novo chamado João Pedro. As fotos deles são as seguintes http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/foto/0,,11916882,00.jpg e http://www.conceitofotografia.com/04_estudio_miudos/images/miudo29.jpg . Começou hoje Agosto, o mês que adoro e odeio. Adoro porque faz muito calor e pode-se ir à praia e à piscina e odeio porque a seguir vem Setembro. E ainda hoje é dia 1... A Carol hoje convidou-me para ir à casa dela, pois uns primos dela vêm da Bélgica (os tios dela vivem lá). Bem, a pedido dela, estou vestindo um vestido preto muito justo, muito giro, que surpreendentemente ela me ofereceu no meu último aniversário.
   Estou neste momento a tocar à campainha da minha amiga linda Carol (que vive ao meu lado). Estou nervosa, pois não conheço os primos dela e também vem um amigo dos primos dela.
   Ela acabou de me abrir a porta.
   - Bia! Estava a ver que nunca mais chegavas! Entra! E vejo que sempre trouxeste o vestido que eu te pedi...
   - Pois é. Prometido é devido.
   Entrei e segui-a para o quarto dela. Se eu fosse perversa diria: o que é que a Carol está a fazer no quarto com um grupo de rapazes? Mas como não sou perversa...
   Entrei no quarto dela e estavam lá cinco rapazes: o irmão, os três primos e o amigo dos primos.
   - Pessoal - começou a Carolina - esta é a Bia. Bia este é o meu primo André, este é o Miguel, o gémeo falso do André e este é o Hugo, o meu outro primo. Ah, e este, é o Pierre, o amigo dos meus primos. E aquele é o Gabi, mas ele dispensa apresentações para ti.
   - Olá - disseram os cinco em uníssono.
   - Olá - respondi eu.