terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Say yes and marry me: Capítulo XIV

*Mega capítulo*
   - Taylor, amor, arranja-te que hoje vamos sair.
   - Ok. Mas pago eu, que da outra vez foste tu.
   Boa. Que dizer, que fazer??
    - Deixa. Eu quero pagar, deixa a minha generosidade actuar e pagar-te o jantar.
   Chama-lhe generosidade chama.
   Tive três quartos de hora a secar, até que ela se acabasse de arranjar. Mas ficou muito linda (ela é linda).
   - Anda Tay, vamos a um restaurante comer uma coisa portuguesa mesmo muito boa. Acho que vais gostar.
   - Oin, meu lindo... É claro que vou gostar. Se tu gostas, eu também.
   Fomos no meu carro de milésima categoria (qualquer um preferia um Bentley ou um Jaguar - quem não?) até ao restaurante (que felizmente é  melhorzinho). Paguei para um extra para o Zé nos levar até à mesa (que os portugueses sentam onde bem querem e estão-se a 'lixar' para o resto), que ficava lá no fundo. Também fui eu que pedi. Para ser um ambiente mais misterioso e para namorarmos à vontade [espero que este seja o nosso último jantar para namorarmos, depois vamos nos noivar (acho que isto não existe, mas vamos fingir que sim, para dar mais pica)]. Pedi o nosso bacalhau e paguei um vinho branco alentejano, pois dizem ser muito bons e para o peixe tem de ser vinho branco.
   Este jantar foi muito silencioso para o meu gosto e isso ainda me fez ficar mais nervoso e tenso. Será que ela não estava a gostar? Estaria alguma coisa mal? Oh Meu Deus!!!!!!! Eu, James Watson, num restaurante português em Cardiff, prestes a pedir a mulher da minha vida em casamento, estava a ver a minha vida andar para trás.
   Mas, antes de tirar conclusões precipitadas (já o fiz), decidi perguntar-lhe o que se passava. De uma maneira delicada, claro.
   - Tay, está tudo bem? Não estás a dizer nada, estás muito séria... Não gostas de alguma coisa? Precisas de algo? Não sei o que se passa, diz.
   Ela olha para mim, muito de repente, com os seus olhos azuis perfeitos. Olha-me muito intensamente, profundamente. Larga uma lágrima, levanta-se e corre para fora do restaurante.
   Fiz um sinal ao Zé, que já conheço há algum tempo. Ele viu a Taylor a fugir e percebeu a mensagem. Ele sabia também que eu a ia pedir em casamento. Por isso olhou para baixo, do tipo "lamento".
   Saí a correr atrás dela, custou-me um pouco a apanhá-la, mas consegui. Agarrei-a e ela esteve meia hora a chorar, a dar-me pontapés e a esmurrar-me. Quando ela acabou o ataque de nervos ou o que seja, começou a chorar compulsivamente e abraçou-me.
   - Tay, está tudo bem.
   - Não está não, James. Não pode estar. Bati-te imenso, deves de te ter magoado. Meu Deus, desculpa James, desculpa.
   E lavou-se em lágrimas.
   Sentei-me no passeio, e tirei um maço de lenços do bolso. Dei-lho.
   - Vais precisar.
   Ela aceitou, de olhar baixo.
   - Obrigada. Desculpa, mas simplesmente acho que não sou suficientemente boa para ti. Sabes para me casar.
   - Como é que sabes? Quer dizer, como assim? Como é que podes não ser boa para mim? És perfeita para mim. És linda. Cantas perfeitamente. És a guitarrista mais perfeita que eu conheço. És inteligente, culta. És divertida. És das melhores pessoas que eu conheço. Estás sempre onde quer que eu esteja para me apoiar. Amas-me acima de tudo. Isto chega, ou ainda queres mais?
   Silêncio. Muito silêncio.
   Ok, mudança de planos de última hora. Fui ao carro a correr, para buscar a guitarra. Voltei para ao pé dela (que felizmente não se foi embora). Pensei dois segundos sobre a música que ia cantar. Ainda bem que estava com inspiração nessa altura (daí só ter demorado dois segundos).
   Comecei a cantar o When I look at you, da Miley Cyrus. Porque preciso mesmo dela. Porque a amo. Porque sei que ela me ama como eu sou. Porque eu a amo como ela é. Porque acredito que nós vamos ser felizes. Mas só se formos nós. Eu não consigo viver sozinho, muito menos sem ela...
   Joguei a guitarra para o chão (se ficasse estragada, comprar-se-ia outra) e tirei a caixa do anel do bolso. Ajoelhei-me à frente dela. Abri a caixa. As lágrimas começaram a cair-lhe pelo rosto.
   - Eu, James Watson, peço a mão a ti, Taylor Rain, para que te cases comigo. Aceitas?
   Baixei a cabeça. Aquilo não me tinha saído muito bem. E depois daquele ataque histérico da Tay, já não sabia o que pensar.
    Aproximou-se de mim e beijou-me.
   - Claro que aceito.
   Eu com o meu maravilhoso jeito para meter anéis, coloquei-lhe o anel no anelar esquerdo (felizmente que não me enganei, com o nervosismo).
   Roubei-lhe um beijo.
   E ambos sorrimos

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