segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo IV
Ela depois vira-se e diz:
- Ahmmm... Pois Bia, mas o problema é que eu vou-me embora amanhã à noite.
Pronto, aqui é que o meu mundo deu uma reviravolta. As coisas estavam a acontecer muito depressa. Já me bastava ela ter de se ir embora, quanto mais no dia a seguir à noite! Aaarggh! Poderia jogar-me da janela abaixo, ou então pedir ao cenourinha para me matar (seria morta por um rapaz muito lindo).
- COMO É QUE ISSO PODE SER POSSÍVEL CAROLINAAAAAAAAAA!
Confesso que exagerei no volume, e, só depois de ter gritado, é que reparei que os cinco bombons estavam a assistir a todo o processo de despedida ou o que quer que seja que nós estaríamos a fazer.
Ela abraçou-me e o Gabriel (!) também me veio consolar. Sim, porque comecei a chorar desalmadamente... Confesso que me soube bem, talvez porque tinha um rapaz mesmo lindo a consolar-me.
Cerca de um quarto de hora depois, acalmei-me. Por completo.
- Se quiseres, ajudo-te a fazer as malas.
- Obrigada, meu amor. Mas já as tenho feitas... Desculpa.
Tive de me esforçar para não chorar outra vez.
- Sais cá do Porto? A que horas é que te vais embora?
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