quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo V

   Já não conseguia, estava emocionalmente péssima, e, pedindo desculpa aos convidados e, principalmente, à Carolina, fui-me embora. Enfiei-me no meu quarto a comer bolachas recheadas com chocolate e a ouvir um punk, só mesmo para aliviar o stress.
   Cerca de três quartos de hora depois, talvez porque a sua casa estava mais vazia, a Carolina mandou-me uma mensagem, e eu fiquei a falar com ela mais um belo bocado.
Carolina: Estás melhor?
Eu: Mais ou menos.
Carolina: Estás chateada comigo?
Eu: Um pouco... Normal, não?
Carolina: Sim, é claro. Olha se quiseres, amanhã, podes levar-me o aeroporto... Vamos daqui até Lisboa de avião, e, a partir daí vamos para Bruxelas.
Eu: Não me importava. Mas volto como? Do aeroporto até aqui não é propriamente o mesmo como ir daqui à mercearia do sr. Manel...
Carolina: Pois, eu sei. Podes ir de autocarro ou de táxi. Se quiseres, eu pago.
Eu: Nada disso... Eu pago, não te preocupes...
Carolina: Está bem, tu lá sabes. Mas sabes perfeitamente que eu fico bem e que vou ter muitas saudades tuas.
Eu: Pensas que eu não sei, minha maluca linda? E tal como tu vais ter saudades minhas eu vou ter saudade tuas. E olha que não poucas...
Carolina: Eu sei... Mas combinámos falar todos os dias ao telefone ou falarmos pelo Skype ou outra rede social qualquer.
Eu: Prometido é devido.
Carolina: Então até amanhã?
Eu: A que horas?
Carolina: Por volta das onze da manhã. Eu vou buscar-te.
Eu: Sim, está bem. Obrigada por tudo. Adoro-te. Até amanhã.
Carolina: Também te adoro, até amanhã!

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