sábado, 3 de novembro de 2012
Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo III
Confesso que o meu mundo foi-se abaixo quando soube isto. Ela disse-me isto rapidamente, mas foi eficaz... E bastante profundo...
- Bia... Tenho de te dizer uma coisa.
Pelo tom de voz, já calculava que boa coisa não era.
- Diz Carolina...
- Os meus pais estão desempregados e os meu tios convidaram-nos a ir viver com eles, para a Bélgica.
Juro que por pouco que não tive um ataque de coração. A minha melhor amiga do coração ia-me deixar para sempre? Bem, eu não sabia se era para sempre, mas deixem-me dramatizar um bocado. Ela ia-me deixar para sempre, antes de sequer termos iniciado o Secundário e termos tido o primeiro namorado (não me julguem mal) e antes mesmo de podermos ter dito uma à outra que nunca mais nos separaríamos (acho que tínhamos dito isto algures no tempo, mas isso estava a desvanecer nesse momento). Devo ter ficado uns cinco minutos com cara de anormal, até que comecei a chorar desalmadamente. Não queria perder a minha única e melhor amiga...
- Oh, Bia... - diz ela, também com grossas gotas de água a saírem-lhe dos olhos - Eu juro que te ligo todos os dias, eu juro que falo contigo por Facebook e por Messenger, eu juro que falo contigo todo o santo pelo Skype. Nunca neste mundo, ou até noutro qualquer vou deixar de ser tua amiga. Estou sempre ao teu lado para te ajudar e tu sabes disso. Eu sei que vou estar a milhas de distância, mas vou estar sempre aqui, ao teu lado, para o que for preciso.
Abracei-a e murmurei-lhe ao ouvido:
- Sabes que eu também cá estou para o que precisares, mana!
Sim, porque os irmãos de coração valem mais do que os de sangue!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário