sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Feridas que nunca cicatrizam: Capítulo VI

   Fui comprar uma prenda de despedida para a minha Carol, um pouco antes de ela me vir buscar. Resume-se a um ursinho de peluche (não tenho mesmo imaginação nenhuma pá!).
   Cheguei a casa mesmo dois minutos antes de a minha Carolina me vir buscar... Peguei em cinco euros para voltar de autocarro para casa (odeio andar de táxis). E peguei também na prenda dela, para lhe dar. Saí de casa com ela e meti-me no autocarro, juntamente com a sua família toda e afins (a família resume-se a pais, irmão, tios e primos e os afins é o Pierre, pois não é familiar... Ainda!). Chegámos ao aeroporto, um quarto de hora depois ao aeroporto, e tivemos muito tempo para descarregar as malas (eu ajudei... que prestável. Ou não). Eu sou um zero à esquerda no que diz respeito a coisas de aviões (é verdade). Por isso fiquei à espera do pessoal todo num banco. Foi secante pois tive de esperar bastante a fila era grande. Maldição Perry Ornitorrinca! Eh, eh. Quando finalmente (!) entregaram as malas, foi a hora da despedida. A sério que desejei que eles tivessem perdido os bilhetes, para que a minha linda Carolina Filipa de Sousa Mendes não fosse para a Bélgica. Vou morrer sem ela. Se não é que não estou já a caminho do hospital.
   Despedi-me dela durante longos e dolorosos minutos, muito chorosos (chorosamente compulsivos) e dei-lhe a prenda. Ela aceitou-a e deu-me uma de volta. Afinal teve a mesma ideia que eu. Maldição Carolina Ornitorrinca!

Sem comentários:

Enviar um comentário